segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

História da Química Orgânica

As substâncias encontradas na natureza eram divididas na antiguidade, em três grandes reinos:
  • o vegetal,
  • o animal,
  • mineral.
Tanto o reino vegetal como o reino animal são constituídos por seres vivos ou orgânicos.
Apesar de serem conhecidas várias substâncias extraídas de produtos naturais, a Química como ciência, teve início no fim da Idade Média com o nome de "alquimia".
Os alquimistas, como eram chamados os primeiros pesquisadores tinham por objetivos:
- transformar qualquer metal em ouro - princípio chamado de "pedra filosofal" e
- o "elixir da  vida", para prolongar a vida.
O médico Paracelso (Suiço) que também atuava no campo da alquimia, afirmou, que "o homem é um composto químico, cujas doenças são decorrrentes das alterações desta estrutura, sendo necessários medicamentos para combater as enfermidades."
Foi o início do uso de medicamentos para curar as enfermidades da época (séculos XVI e XVII).
Somente no século XVIII foram extraídas várias substâncias a partir de produtos naturais, além daquelas  anteriormente conhecidas (vinho, fermentação da uva e os produtos obtidos pela destilação de várias outras substâncias).
Neste mesmo século - no ano de 1777-,  a química foi dividida em duas partes de acordo com Torben Olof Bergmann:
- a Química Orgânica que estudava os compostos obtidos diretamente dos seres vivos e
- a Química Inorgânica que estudava os compostos de origem mineral.
Entretanto, o desenvolvimento da Química Orgânica era prejudicado pela crença de que, somente a partir dos organismo vivos - animais e vegetais - era possível extrair substâncias orgânicas. Tratava-se de uma teoria, conhecida pelo nome de "Teoria da Força Vital", formulada por Jöns Jacob Berzelius, que afirmava: a força vital é inerente da célula viva e  o homem não poderá criá-la em laboratório."
Em 1828, após várias tentativas, um dos discipulos de Berzelius, mais precisamente Friedrich Wöhler, conseguiu por acaso obter uma substância encontrada na urina e no sangue, conhecida pelo nome de uréia.
Estando no laboratório, Wöhler aqueceu o composto mineral "cianato de amônio" e obteve a "uréia", composto orgânico, derrubando assim, a Teoria da Força Vital.
Ilustração
Após o êxito desta experiência vários cientistas voltaram ao laboratório para obter outras substâncias orgânicas e verificaram que o elemento fundamental era o carbono.
Em 1858 Friedrich A. Kekulé definiu a Química Orgânica como sendo a parte da química dos compostos do carbono.
Atualmente são conhecidos milhões de compostos orgânicos e diarimente, devido às pesquisas para a obtenção de novas substâncias, o número de compostos orgânicos aumenta consideravelmente.

Fonte:https://www.algosobre.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Classificação dos Alcanos, Alcenos e Alcinos

Alcanos (ou Parafinas):
Alcanos são hidrocarbonetos alifáticos (cadeia aberta) saturados, isto é, apenas com ligações covalentes simples (C─C) entre seus átomos de carbono.
Os alcanos estão entre os compostos orgânicos menos reativos frente aos reagentes comuns de laboratório; de fato seu outro nome, “parafinas”, deriva de expressão latina que significa que eles têm pouca afinidade por outros reagentes.
Ex: H3C─CH2─CH2─CH3 butano

Alcenos (ou Alquenos, ou Olefinas):
Alcenos são os hidrocarbonetos alifáticos insaturados, isto é, que apresentam uma ligação covalente dupla (C═C) entre seus átomos de carbono.
Os alcenos diferem dos alcanos pela presença de uma insaturação, uma ligação dupla, que confere considerável reatividade aos alcenos frente a muitos reagentes comuns de laboratório.

Alcinos (ou Alquinos ou Acetilenos):
Alcinos são os hidrocarbonetos alifáticos insaturados, isto é, que apresentam uma ligação covalente tripla entre átomos de carbono sem que a seqüência de carbonos forme um ciclo.
 Como os alcenos, os alcinos são também insaturados e, por isso, sofrem facilmente reações de adição, e os métodos para prepará-los (uma parte pelo menos) envolvem reações de eliminação (que geram instaurações).

Classificação das cadeias carbônicas


Para um entendimento mais fácil  de como os átomos estão organizados em uma cadeia carbônica, os químicos classificaram elas como: Aberta ou fechada, heterogênea e homogênea, pode ser insaturada ou saturada, as abertas podem ser ramificadas ou não ramificadas e uma fechada pode ser aromática ou não aromática.

Cadeias Carbônicas

Átomos de carbono estão presentes em todas as moléculas orgânicas, e são complementados por átomos de hidrogênio, na maioria das vezes. Os átomos de carbono formam a "base" de uma molécula orgânica. Os átomos que não são de carbono nem de hidrogênio são chamados de heteroátomos.
Cadeia carbônica é a estrutura formada por todos os átomos de carbono de uma molécula orgânica e também pelos heteroátomos que estejam posicionados entre esses carbonos.

Existe também uma maneira mais fácil de representar as fórmulas estruturais, são chamadas formula estrutural simplificadas.




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Introdução a Química Orgânica

Antigamente se utilizava o termo Química Orgânica para identificar substâncias que eram produzidas por seres vivos, com o desenvolvimento da Química nos últimos séculos, os químicos não utilizam mais com esse sentido. Hoje em dia, são denominados compostos orgânicos as substâncias que contém carbono.
Podemos definir então, Química Orgânica como o ramo da Química que estuda os compostos que contém carbono,chamados compostos orgânicos. 

A Química Orgânica é muito importante para entendermos vários processos que ocorrem entre os seres vivos, além de materiais que usamos no no nosso dia a dia, como plásticos, detergentes e muitos dos medicamentos são substâncias orgânicas.